25 de fevereiro de 2016
25 de setembro de 2013
Próximas Chuvas de Meteoro visíveis do brasil
Orionídeas
Esta chuva de meteoros terá seu pico entre os dias 21 e 22 de outubro de 2013 e, de acordo com André, a taxa média de meteoros visíveis pode chegar a até 14 por hora. Seu radiante, isto é, o ponto no céu do qual a chuva de meteoros parece vir, está na constelação de Órion.
Com radiante na constelação de Leão, esta chuva de meteoros terá seu pico entre os dias 17 e 18 de novembro de 2013 e, em média, poderão ser observados até 10 meteoros por hora.
Geminídeas
O pico desta chuva de meteoros acontecerá entre os dias 13 e 14 de dezembro de 2013. Seu radiante está na constelação de Gêmeos e a taxa média será de 20 meteoros por hora.
Lirídeas
Esta chuva de meteoros poderá atingir uma média de até 10 meteoros por hora e terá seu pico observado entre os dias 21 e 22 de abril de 2014. Seu radiante está na constelação de Lira.
Eta Aquarídeas
A chuva de meteoros chamada Era Aquarídeas terá seu pico nos dias 5 e 6 de maio do ano que vem. Segundo André, poderão ser observados até 30 meteoros por hora. Seu radiante pode ser observado na constelação de Aquário.
Delta Aquarídeas
Com pico entre os dias 27 e 28 de julho de 2014, a chuva de meteoros Delta Aquarídeas tem seu radiante também na constelação de Aquário. Durante sua passagem pela Terra, poderão ser observados até 10 meteoros por hora.
Perseidas
Recentemente vista na Terra, esta chuva de meteoros acontecerá de novo no ano que vem, com pico entre os dias 11 e 12 de agosto. A taxa média de meteoros por hora será de 15 e seu radiante está na constelação de Perseu.
Fonte (Exame http://exame.abril.com.br/ciencia/noticias/as-chuvas-de-meteoros-que-voce-vera-no-brasil-em-breve )
20 de setembro de 2013
Melhorias na Saúde Marilia
Oi!
Eu acabei de assinar o abaixo-assinado "Governo do estado de São Paulo: Melhoria das condições de ensino e assistência da FAMEMA - Faculdade de Medicina de Marília, bem como melhorias das condições de trabalho e salário dos funcionários do complexo" na Change.org.
É importante. Você também quer assinar? Aqui está o link:
http://www.change.org/pt-BR/ petições/governo-do-estado-de- são-paulo-melhoria-das- condições-de-ensino-e- assistência-da-famema- faculdade-de-medicina-de- marília-bem-como-melhorias- das-condições-de-trabalho-e- salário-dos-funcionários-do- complexo-2?share_id= mOmAbyWTkC&utm_campaign= signature_receipt&utm_medium= email&utm_source=share_ petition
Obrigado!
Eu acabei de assinar o abaixo-assinado "Governo do estado de São Paulo: Melhoria das condições de ensino e assistência da FAMEMA - Faculdade de Medicina de Marília, bem como melhorias das condições de trabalho e salário dos funcionários do complexo" na Change.org.
É importante. Você também quer assinar? Aqui está o link:
http://www.change.org/pt-BR/
Obrigado!
16 de setembro de 2013
Cometa ISON - Mês de Dezembro 2013 (Armazém do Telescópio)
O mês de dezembro será quando a maioria das pessoas verá o
cometa ISON, não somente por causa do seu brilho no máximo - caso tenha
sobrevivido ao periélio e ao calor e radiação solar - mas também porque ao
mover-se em direção ao sistema solar externo será visível tanto ao amanhecer
quanto ao anoitecer.
Na véspera do natal o cometa ISON deverá ser uma
visão atrativa antes do amanhecer e depois de anoitecer, e na noite seguinte
deve brilhar ao lado esquerdo da Constelação da Ursa Maior antes do pôr-do-sol.
Então, com o fim de dezembro e o começo de 2014 chegando, o cometa se
movimentará na direção da Constelação da Ursa Maior. Neste ponto será
necessário binóculos para observá-lo e qualquer especulação sobre o cometa a
esta altura não faz sentido, pois não sabemos o que o cometa virá a ser.
Cometa iSON no amanhecer de 01 de dezembro
Muitos peritos em cometas estão confiantes de que o cometa
ISON estará na sua melhor fase durante a primeira metade de dezembro, com uma
cauda respeitável que cobrirá uma boa parte do céu, o que o tornará obviamente
um objeto visível a olho nu. Mas mesmo se ele não for tão óbvio, deverá ser
brilhante o bastante para ser visível a olho nu durante todo o mês de dezembro,
de um lugar escuro com pouca poluição luminosa.
Cometa ISON na noite de 01 de dezembro
E a chave para a grande pergunta "O quão impressionante
o cometa ISON será?" está na sua cauda, pois embora não seja esperado que
seu núcleo brilhe muito (certamente não mais que a Lua cheia como ainda existem
algumas pessoas pregando por aí, embora seja provado que isto é impossível há
muito tempo) deverá desenvolver uma longa cauda, que deverá ser fácil de
encontrar a olho nu pois simplesmente é incomum no céu, como uma longa e larga
trilha de vapor que permanece durante toda a noite, não se dissipando como uma
trilha de vapor de um avião.
Cometa ISON na manhã de 22 de dezembro
Se o ISON desenvolver uma longa cauda - e teremos mais
informações sobre isto nas próximas semanas - então podemos ser pegos de
surpresa. E no início do mês, assim como é o caso do final de novembro, valerá
a pena procurar pela cauda do cometa saindo por trás do horizonte antes do
amanhecer, mesmo se o coma não for visível. E mesmo se a cauda não for visível
a olho nu, valerá a pena tirar fotos de alta exposição do céu na mesma hora,
pois esta foto pode capturar uma cauda muito fraca para observar a olho nu.
Cometa ISON na manhã de 24 de dezembro
30 de agosto de 2013
Telescópio Vixen 70 mm
Informações uteis sobre o telescópio Vixem 70mm que reuni de diverso lugares, foruns blogs
O meu foi comprado a Loja Armazem do Telescópio super recomendada ele respondem é de confiança
Objetos Céu profundo e Sistema solar com boa visualização com Magnitude de no máximo 11 segundo o Armazem do Telescópio
Sem PL (Polução Luminosa) é possível ver a grande maioria da Constelações , aglomerados e etc do catalogo de Missier, Baixe o catalogo em imagem ou esse pdf com mais informações sobre Magnitude de cada Mx
Para ajudar na Localização no céu recomendo o Sttelarium e esse site http://dso-browser.com/
Lua(é claro)
Vênus
Saturno, e com pouca PL e uma lente melhor é possivel ver Titã
Galáxia do Escultor
M31 , M42, M43, M31, M22, 47 Tuc
Pleiades, Acrux, Magnitude , aglomerado estelar k cru, M7
caixinha de joias, NGC 6231, M20(sem a nebulosidade)
Marte(apenas uma bola sem detalhe)
Separação de alfa centuri a e b
Acessorios
Ocular Wideangle 6mm - http://www.armazemdotelescopio.com.br/loja/index.php/home/ocular/wide6-detail
Ocular Starguider 5mm
Ocular Starguider 8mm
Ocular Starguider 8mm
Barlows 2x GSO 1.25"
http://www.armazemdotelescopio.com.br/loja/index.php/home/barlows/barlow2x-detail
Diagonal 45° 1.25" - Visualização terrestre
Diagonal Dielétrica GSO 90º
A diagonal padrão do Vixen é um ponto que considero vergonhoso, pois se trata de um item totalmente de plástico e que facilmente você encaixa no equipamento deforma desalinhada, há que se ter bastante cuidado para isso não acontecer. Normalmente, de acordo com informações que li na internet, as diagonais de baixa qualidade transmitem apenas 88% da luz, ou seja, você verá menos do que o equipamento é capaz de lhe proporcionar. A Diagonal que eu adquiri da marca GSO tem um tratamento especial denominado dielétrico, que traz como resultado a reflexão de até 98% da luz, aí sim terei um melhor aproveitamento do Vixen e qualquer outro telescópio que use uma Diagonal desse tipo.
Fonte (diariodoastronomo);
Foto Diagonal Dielétrica GSO 90º:
http://www.armazemdotelescopio.com.br/loja/index.php/home/pecas-acessorios/diagonal-detail
Filtro Solar Thausand Oak
Filtro Lunar - Para ver a lua Cheia
Filtro Solar Visualizar manchas solares
Demais filtros
Os filtros mais indicados para a observação de nebulosas são o UHC-S e o OIII. O UHC-S é um pouco mais barato e permite a passagem de mais espectros de luz que o OIII que, por sua vez, é um filtro de banda bem estreita e gera bastante contraste para nebulosas de emissão como M42 e Eta Carinae. Fonte (armazemdotelescopio);
Outras Melhorias
1- Troquem a DIAGONAL original, pois ela vem com um erro incorrigível nos espelhos, causando reflexos e perdendo em qualidade de imagem;
2- Usando a Ocular 6mm com a barlow rosqueada com aumento de 1,5 (175x) com uma diagonal decente tem-se boas imagens de Júpiter e usando um filtro amarelo/verde vc observa vários detalhes de sua atmosfera e suas faixas bem nítidas.
3 - Com a Kokusai 5mm e a barlow rosqueada em seu barril (210x) tem-se ainda boas imagens da Lua e suas crateras, superando e muito o seu limite de aumento que seria de 140-175x.
4- Recomendo os filtros UHC e coloridos e uma ocular mais ampla (40mm). Filtro Lunar também é essencial principalmente na Lua Cheia, reduz bastante a luminosidade. Tenho também o solar da Thousand Oaks, muito bom.
Pra um telescópio inicial com bom custo/benefício este está de bom tamanho, mas estou me organizando para comprar em breve um GSO 12", pois meu foco mesmo é deep sky. Esse setentinha é maravilhoso, dentro das suas limitações, claro, ele é fantástico.
Fonte (cosmobrain);
Sobre as Oculares que vem com ele
As oculares tem campo aparente de visão de aproximadamente 50°. Acompanha uma de 20mm e uma de 10mm. Não tenho os dados de eyerelief delas mas se tomamos por referência o padrão das Plossl será de 70% a distância focal, sendo assim 14mm e 7mm respectivamente. fonte (armazemdotelescopio)
essa informações são usadas para configurar no Stellarium o simulador de visualição muito útil ter uma ideia do será possível ver antes de ir a campo
Há um relato de Alguns objetos visto com vixen 70 mm Astrônomo amador (Fonte forum cosmobrain)
-Aglomerado globular omega centauro(NGC 5139),
-Aglomerado aberto NGC 6231,
-Aglomerado aberto NGC 2516,
-Aglomerado aberto 3114,
-Aglomerado aberto NGC 3372(NEBULOSA DE CARINA),
-Aglomerado aberto M41,
-Aglomerado aberto M44(AGLOMERADO DO PRESEPIO OU COMEIA),
-Aglomerado aberto NGC 4755(CAIXINHA DE JÓIAS),
-Aglomerado aberto M6,
-Aglomerado globular M4,
-Aglomerado aberto M7,
-Aglomerado globular M62,
-Nebulosa difusa M8(NEBULOSA DA LAGOA),
-Nebulosa difusa M20,
-Aglomerado aberto IC 4665.
O meu foi comprado a Loja Armazem do Telescópio super recomendada ele respondem é de confiança
Objetos Céu profundo e Sistema solar com boa visualização com Magnitude de no máximo 11 segundo o Armazem do Telescópio
Sem PL (Polução Luminosa) é possível ver a grande maioria da Constelações , aglomerados e etc do catalogo de Missier, Baixe o catalogo em imagem ou esse pdf com mais informações sobre Magnitude de cada Mx
Para ajudar na Localização no céu recomendo o Sttelarium e esse site http://dso-browser.com/
Lua(é claro)
Vênus
Saturno, e com pouca PL e uma lente melhor é possivel ver Titã
Galáxia do Escultor
M31 , M42, M43, M31, M22, 47 Tuc
Pleiades, Acrux, Magnitude , aglomerado estelar k cru, M7
caixinha de joias, NGC 6231, M20(sem a nebulosidade)
Marte(apenas uma bola sem detalhe)
Separação de alfa centuri a e b
Acessorios
Ocular Wideangle 6mm - http://www.armazemdotelescopio.com.br/loja/index.php/home/ocular/wide6-detail
Ocular Starguider 5mm


Barlows 2x GSO 1.25"
http://www.armazemdotelescopio.com.br/loja/index.php/home/barlows/barlow2x-detail
Diagonal 45° 1.25" - Visualização terrestre
Diagonal Dielétrica GSO 90º
A diagonal padrão do Vixen é um ponto que considero vergonhoso, pois se trata de um item totalmente de plástico e que facilmente você encaixa no equipamento deforma desalinhada, há que se ter bastante cuidado para isso não acontecer. Normalmente, de acordo com informações que li na internet, as diagonais de baixa qualidade transmitem apenas 88% da luz, ou seja, você verá menos do que o equipamento é capaz de lhe proporcionar. A Diagonal que eu adquiri da marca GSO tem um tratamento especial denominado dielétrico, que traz como resultado a reflexão de até 98% da luz, aí sim terei um melhor aproveitamento do Vixen e qualquer outro telescópio que use uma Diagonal desse tipo.

Foto Diagonal Dielétrica GSO 90º:
http://www.armazemdotelescopio.com.br/loja/index.php/home/pecas-acessorios/diagonal-detail
Filtro Solar Thausand Oak

Filtro Solar Visualizar manchas solares
Demais filtros
Os filtros mais indicados para a observação de nebulosas são o UHC-S e o OIII. O UHC-S é um pouco mais barato e permite a passagem de mais espectros de luz que o OIII que, por sua vez, é um filtro de banda bem estreita e gera bastante contraste para nebulosas de emissão como M42 e Eta Carinae. Fonte (armazemdotelescopio);
Outras Melhorias
1- Troquem a DIAGONAL original, pois ela vem com um erro incorrigível nos espelhos, causando reflexos e perdendo em qualidade de imagem;
2- Usando a Ocular 6mm com a barlow rosqueada com aumento de 1,5 (175x) com uma diagonal decente tem-se boas imagens de Júpiter e usando um filtro amarelo/verde vc observa vários detalhes de sua atmosfera e suas faixas bem nítidas.
3 - Com a Kokusai 5mm e a barlow rosqueada em seu barril (210x) tem-se ainda boas imagens da Lua e suas crateras, superando e muito o seu limite de aumento que seria de 140-175x.
4- Recomendo os filtros UHC e coloridos e uma ocular mais ampla (40mm). Filtro Lunar também é essencial principalmente na Lua Cheia, reduz bastante a luminosidade. Tenho também o solar da Thousand Oaks, muito bom.
Pra um telescópio inicial com bom custo/benefício este está de bom tamanho, mas estou me organizando para comprar em breve um GSO 12", pois meu foco mesmo é deep sky. Esse setentinha é maravilhoso, dentro das suas limitações, claro, ele é fantástico.
Fonte (cosmobrain);
Sobre as Oculares que vem com ele
As oculares tem campo aparente de visão de aproximadamente 50°. Acompanha uma de 20mm e uma de 10mm. Não tenho os dados de eyerelief delas mas se tomamos por referência o padrão das Plossl será de 70% a distância focal, sendo assim 14mm e 7mm respectivamente. fonte (armazemdotelescopio)
essa informações são usadas para configurar no Stellarium o simulador de visualição muito útil ter uma ideia do será possível ver antes de ir a campo
Há um relato de Alguns objetos visto com vixen 70 mm Astrônomo amador (Fonte forum cosmobrain)
-Aglomerado globular omega centauro(NGC 5139),
-Aglomerado aberto NGC 6231,
-Aglomerado aberto NGC 2516,
-Aglomerado aberto 3114,
-Aglomerado aberto NGC 3372(NEBULOSA DE CARINA),
-Aglomerado aberto M41,
-Aglomerado aberto M44(AGLOMERADO DO PRESEPIO OU COMEIA),
-Aglomerado aberto NGC 4755(CAIXINHA DE JÓIAS),
-Aglomerado aberto M6,
-Aglomerado globular M4,
-Aglomerado aberto M7,
-Aglomerado globular M62,
-Nebulosa difusa M8(NEBULOSA DA LAGOA),
-Nebulosa difusa M20,
-Aglomerado aberto IC 4665.
6 de agosto de 2013
Terra direto da ISS
Já pensou em ver a Terra direto da ISS - International Space Station Aovivo ? Basta acessar o link e aguardar o player de vídeo abrir. As vezes ocorre algum problema na transmissão e o vídeo fica com a tela azul, mas é normal ou então só se vê a a ISS na tela mas nada da Terra, isso acontece quando a ISS se encontra do lado da Terra em que naquele momento não há iluminação do Sol. http://www.nasa.gov/
26 de julho de 2013
NOÇÕES BÁSICAS DE FÍSICA NA MÚSICA
No fim do texto você terá visto:
- O que é altura de um som;
- O que é o timbre e o que diferencia o som dos instrumentos;
- O que determina o quão agudo é o som;
- Quais sons podemos ouvir;
- Noção do que é escala musical;
- O que é oitava, na música;
- O que é voz absoluta;
- Como obter o som do harmônico do violão;
- Por que as cordas graves do violão são grossas;
- O que forma o acorde;
- O que é o bend, fisicamente;
- Técnica pra afinar instrumentos musicais baseada na Física do fenômeno batimento;
- O que causa a diferença de sons entre as casas do violão;
- O que é intensidade sonora.
A área da Física relacionada à música é a acústica. Os estudos são baseados em ondulatória e exigem Cálculo como requisito. Relatarei aqui apenas conhecimentos rasos sobre as ondas e usarei o violão como objeto de estudo, por ser bem conhecido e popular. Muito embora, o texto vale pra qualquer instrumento de corda.
Primeiro, as definições.
O que chamamos de “altura” de um som recebe na Física o nome de intensidade. Um potente aparelho de som, com caixas enormes, não produz sons altos (são tão altos quanto qualquer outro som). Na verdade, o que produz são sons intensos (ou potentes, apesar dessas definições serem diferentes, a rigor). Em Física, chama-se de altura de um som o nível de agudeza. Quando mais agudo, mais alto. Sons graves são chamados de baixos (por isso o nome do instrumento contrabaixo). Timbre é o que diferencia os sons entre diferentes instrumentos. Note que, se o que determinasse o som fossem apenas as características acima, não haveria diferença entre os sons dos instrumentos. O que causa a diferenciação entre os timbres são as imperfeições que as ondas têm. O mais próximo que podemos chegar de ondas sonoras bem definidas é fazendo uso de sintetizadores e diapasões. Aí vão alguns gráficos que comparam os timbres de alguns instrumentos (clique nas figuras para vê-las em tamanho grande).
Figura 1. Comparação entre timbres de instrumentos musicais e a voz humana.
Figura 2. Outras comparações de timbres.
O que determina o nível de agudeza de um som é a frequência. Quanto maior a frequência do som, mais agudo. Seres humanos apenas conseguem ouvir sons entre a faixa de frequência de 20hz a 20.000hz (esse limiar pode variar de pessoa pra pessoa). Sons abaixo desse intervalo são chamados de infrassons, e os que estão acima são os ultrassons. Pela relação de onda que aprendemos no Ensino Médio, v = l*f (v = velocidade, f = frequência, l = lambda = comprimento de onda). A velocidade do som dependee do meio em que se propaga. Mesmo que se altere a frequência, o que aparentemente mudaria a velocidade do som, o lambda aumenta o valor para compensar. A frequência é inversamente proporcional ao lambda. Consequentemente, sons de menor comprimento de onda são mais agudos, por terem maior frequência.
Sobre escalas musicais, há bastantes informações interessantes, mas são mais “profundas”. Explicarei apenas o seguinte: Uma escala musical combina sequências de frequências que têm determinada razão com relação a uma nota de referência. Por exemplo, pode-se convencionar uma frequência f para nota de referência e números entre 0 e 1 – ou entre 1 e 2 – que determinem a frequência das outras notas da escala, de forma a deixá-la agradável aos ouvidos. Uma possível sequência seria 1, 2; 1, 4; 1, 6; 1, 8. Assim, as frequências das outras notas seriam de 1, 2f a 1, 8f (essa escala não é agradável aos ouvidos, mas foi a primeira em que pensei). A frequência f pode ser qualquer uma (desde que todas as notas estejam entre o limiar audível, se você quiser ouvir a escala). Para qualquer f, o som da escala será parecido a ponto de você saber quando a pessoa está repetindo essa escala, mesmo que ela o faça em vários tons diferentes. O f muda apenas o que é chamado de tom, na música.
Você deve ter se perguntado o motivo pelo qual não completei a escala com o número 2. O motivo é que eu estaria “repetindo” a primeira nota. Em música, chama-se de oitava a nota com som “equivalente” à de referência, sendo, porém, mais aguda. Uma oitava tem o dobro da frequência da nota de referência. Por exemplo, há um dó de frequência 132hz. A próxima oitava desse dó é a nota de 264hz, a seguinte, 528hz. Além disso, todas as oitavas são chamadas de dó, da mesma forma. Para diferenciá-las, normalmente usa-se um número: chamam o primeiro dó audível de dó 1, o segundo de dó 2, e assim sucessivamente.
Segundo a Wikipédia, é dito que alguém tem voz absoluta se é capaz de ultrapassar três oitavas, e a maior extensão vocal já registrada foi de um homem que atingia dez oitavas. Algumas pessoas conseguem chegar a notas tão altas ou tão baixas que não podemos ouvir.
Dadas as considerações, podemos falar um pouco sobre o violão.
O braço do violão é dividido em frações bem definidas, com trastes (não é o caso de violinos e violoncelos, por exemplo). Se o violão está na afinação padrão e você toca a primeira corda de cima solta, a mais grave do violão, o som será mi (a afinação padrão, por curiosidade, é mi/si/sol/ré/lá/mi, de baixo para cima). Quando alguém “pressiona” essa corda em alguma casa (chama-se casa cada subdivisão do braço; o local limitado por dois trastes), a parte da corda que vibra quando tocada é apenas o pedaço que vai da casa pressionada até o fim do violão, ou seja, o comprimento da onda diminui. Como já foi dito, diminuição no comprimento de onda implica em aumento da frequência e, por conseguinte, aumento da altura (o som fica mais agudo). Então, ao pressionar as casas do violão, está-se alterando a agudeza do som, e quanto maior o número da casa mais agudo é o som (chama-se número da casa o número que se conta crescentemente, dado que a corda solta é o zero, a primeira casa é o 1, e assim sucessivamente). Se você pressionar a casa 12, que equivale ao meio da corda do violão, o som é uma oitava acima do som dessa corda solta (pois reduzindo lambda à metade, fazendo l’ = l/2, temos que l*f = v => (l/2)*2f = v => f’ = 2f já que v não pode variar).
O bend.
O bend, que é mais explorado em guitarras, consiste em puxar a corda para baixo ou para cima (não faz diferença) ao tocá-la. Quanto mais se desloca a corda com o bend, mais agudo fica o som, sem precisar tocar outra casa. Isso ocorre pelo fato da corda ser esticada, o que aumenta a tração. O aumento da tração causa aumento da frequência (e também da intensidade), em uma corda. Você pode observar esse fenômeno da tração facilmente: quando se afina uma corda, girando as tachinhas da cabeça do violão, o que causa a mudança na frequência da corda é a variação da tração (tração é a força com que a corda é puxada).
O harmônico.
No violão, dá-se o nome de harmônico àquelas notas que são atingíveis apenas encostando o dedo na corda, sem pressioná-la e, ainda assim, sem abafá-la (não tem nada a ver com a definição de harmônico na Física). O que acontece com o harmônico do violão é que a corda continua vibrando inteira, mas com comprimentos de onda diferentes de caso a corda fosse tocada sem essa técnica. A imagem a seguir ilustra tal fenômeno.
Figura 3. Harmônico do violão.
Na imagem, a primeira onda desenhada é equivalente à corda tocada sem harmônico, solta ou pressionada.
Ignorando o fato de que o garoto está pressionando as cordas, a segunda onda desenhada é o harmônico da casa 12. Esse harmônico é uma oitava acima da corda solta (a justificativa matemática é a mesma feita acima, no caso de pressionar a décima segunda casa). A frequência desse harmônico é a mesma se a corda for tocada pressionada na décima segunda casa. No entanto, o som é diferente (outro timbre). Se você tiver um violão ao alcance, faça o teste: encoste seu dedo sobre o décimo segundo traste (a décima segunda casa é marcada com duas bolinhas, geralmente), mas não aplique muita pressão. Toque a corda com a outra mão (você pode até tirar o dedo da corda depois de tocar, e o som continuará o mesmo) e compare ao som da corda pressionada no mesmo lugar. Legal, não?
O terceiro desenho de onda é um harmônico na sétima casa. Esse já não é oitava da corda solta (isso pode ser analisado fazendo-se os cálculos). O som dele é mais difícil de ser ouvido, por ser menos potente.
O que é um acorde?
Como essa questão já é mais subjetiva e complicada, darei apenas uma noção. Quando se toca várias cordas ao mesmo tempo, há uma sobreposição de ondas que forma uma onda sonora resultante. Se a onda resultante tiver um comportamento “previsível”, razoavelmente periódico e não aleatório, o som formado pela sobreposição é agradável ao ouvido e pode ser considerado um acorde.
Figura 4. Sobreposição de ondas.
Nesses dois casos, o som é agradável e tem frequência “bem definida”.
O batimento.
O batimento é um fenômeno simples de ser entendido. Quando duas ondas de frequências muito parecidas são tocadas simultaneamente, a interposição entre elas tem estágios bem definidos de interferência construtiva e destrutiva (construtiva é quando a soma delas aumenta a amplitude e destrutiva quando diminui; amplitude é a metade da distância entre o ponto mais alto e o mais baixo que a onda atinge). O que acontece nesse fenômeno é que o som oscila em potência e frequência, ficando quase completamente apagado em alguns momentos e bem audível em outros, caso as fontes sejam suficientemente potentes. Há uma imagem que mostram como tal ocorre e um vídeo no qual o indivíduo (o aprazível mago da Física) usa fontes de frequências semelhantes e deixa bem claro como é o som do fenômeno. É um vídeo interessante, o qual recomendo fortemente (link para o vídeo: Youtube).
OBS.: também é possível observar o fenômeno de ressonância com um violão. Toque uma corda grave e espere um pouco. Coloque o dedo nas outras cordas e perceba que elas estão vibrando (algumas).
Como afinar um violão com a técnica do batimento.
Para afinar o violão com o batimento, deve-se fazer o seguinte: Primeiro, verifique se a sexta corda (de baixo pra cima) está afinada em mi, pois ela é a referência para as outras cordas. Se não estiver, não tem muito problema, pois você provavelmente afinará em um tom intermediário que corresponde a nenhuma nota musical, mas se as cordas estiverem afinadas entre si conseguirá tirar um bom som do violão da mesma forma (a não ser para uma pessoa que tem ouvido absoluto, porque ficará louca de ouvir), mas você não conseguirá tocar com outras pessoas que usam afinação padrão em seus instrumentos. Agora, pressione a quinta casa da sexta corda do violão e toque-a simultaneamente à quinta corda solta. Para que haja o batimento, as cordas devem estar razoavelmente afinadas. O objetivo é deixar o som homogêneo, pois a frequência da quinta casa da sexta corda deve ser a mesma da quinta corda solta. Se você começar a ouvir o batimento, você deve tentar deixar o seu período o mais longo possível (período é o tempo que demora para o fenômeno se repetir). É claro que você não ouvirá o batimento tão claramente quanto no vídeo, mas é o suficiente para conseguir afinar. Nem todos conseguem afinar dessa forma, no entanto. Pra terminar, repita o processo em todas as outras cordas, excetuando quando for afinar a segunda corda (de baixo pra cima). O som da segunda corda solta tem que ser o mesmo da terceira corda na quarta casa.
Por que as cordas graves do violão são mais grossas? Você pode pensar que é porque a agudeza do som está relacionada à grossura da corda (densidade linear), mas vai bem além disso. Um som mais agudo é mais perceptível, mais fácil de ouvir. O possível motivo disso é que nosso cérebro é programado para detectar diferenças, e quando a frequência é menor, as diferenças também são menores. Por isso, se um som é muito grave, precisa-se de mais potência para ouvir. A potência do som está diretamente relacionada à densidade linear da corda que toca. Você pode observar um contrabaixo, cujos sons são muito mais graves, e perceberá que as cordas são bem mais grossas (e mesmo assim é muito difícil de ouvir sem amplificador!).
–
Escrito por Luised, O Inquisidor.
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